Caros leitores,
Os meus votos de um Bom Ano!
A InforBanca publica o primeiro número de 2026 com um alinhamento variado, estimulando o aprofundamento e a reflexão no início de um Novo Ano.
Neste número, temos o privilégio de contar com um artigo do Governador do Banco de Portugal, Álvaro Santos Pereira, no qual analisa as economias e em especial o comportamento e a resiliência manifestadas pela economia Portuguesa. Deixa um repto essencial: pôr os olhos no futuro e focar os esforços para atingir bons resultados, especialmente ao nível da competitividade e do desendividamento. Aqui, o sector financeiro terá um importante papel a desempenhar.
O combate ao branqueamento de capitais assume um papel cada vez mais importante no sector financeiro como a evolução da sua importância ao longo do tempo e o quadro regulador cada vez mais robusto e exigente demonstram. A complexidade crescente dos fluxos ilícitos obriga à implementação de reformas cada vez mais aperfeiçoadas. António Henriques analisa este tema de forma minuciosa, numa perspetiva histórica e sociológica e defende a utilização da Web 3 e da blockchain como forma de otimizar os resultados deste combate, assegurando a transparência, que é essencial ao sector.
As tensões geoestratégicas, marcadas por conflitos regionais, rivalidades entre potências e desafios à ordem internacional, acrescentam complexidade ao contexto internacional e têm influenciado diretamente a evolução dos processos de alargamento da União Europeia. A expansão da UE terá impacto nos equilíbrios existentes e nas reformas que é preciso operar para garantir a coesão Europeia. Esta análise é feita de forma muito profunda e clara, por Nuno Sampayo Ribeiro num artigo que vos convido vivamente a ler. É muito relevante acompanhar este tema que influencia tão seriamente a nossa vida individual, a vida das empresas e o sector financeiro.
João Tomaz analisa a agenda ESG no enquadramento regulatório e de supervisão europeu, sublinhando que as lacunas na disponibilidade de dados ESG e o desalinhamento entre ambição regulatória, expectativas de supervisão e realidade económica condicionam a gestão dos riscos climáticos e ambientais e o financiamento da transição, destacando a importância de uma regulação e de uma supervisão proporcionais e previsíveis, bem como do reforço de bases de dados públicas e de ecossistemas colaborativos.
Os principais indicadores da Banca são apresentados na rúbrica O Sector Bancário Num Minuto, que traduz a habitual colaboração do Centro de Estudos e Publicações da APB, de extrema utilidade e que permite a análise da atividade do sector bancário em Portugal e da sua evolução.
Sabendo que o futuro não é moldado apenas por grandes eventos, mas também pela acumulação de escolhas, abracemos, com determinação, as oportunidades que temos pela frente e procuremos ter um impacto positivo nos contextos em que intervimos.
Boas leituras!
António Neto da Silva
CEO do IFB
