
Finança Ilícita, Riscos de Fraude e de Corrupção e a Criação de Valor no Sector Bancário
5ª Edição
ENQUADRAMENTO
As inovações tecnológicas e no ecossistema financeiro, criptoativos e tokenização em concreto, de par com a introdução de benefícios, capacitam a operação dos agentes maliciosos tornando-a mais complexa e difícil de combater. A fraude financeira empoderada pela evolução cibernética, em especial pela inteligência artificial generativa, é disto exemplo, estando em expansão em Portugal.
O secretário-geral da INTERPOL, Jürgen Stock, destacou que “Estamos a enfrentar uma epidemia no crescimento da fraude financeira, levando a que indivíduos, muitas vezes pessoas vulneráveis, e empresas, sejam defraudadas a uma escala enorme e global. Mudanças na tecnologia e o aumento rápido na escala e no volume do crime organizado têm resultado na criação de uma miríade de formas para defraudar pessoas inocentes, negócios, e até governos. Com o desenvolvimento da IA e das criptomoedas, sem ações urgentes a situação só piorará.”
Evidenciam-se novos processos de rapidez instantânea que instrumentalizam o moderno ecossistema financeiro, associando, por exemplo, criptoativos a sofisticadas técnicas de branqueamento de capitais, de evasão fiscal e de corrupção.
A exposição à realidade operativa aludida torna premente a prevenção do risco de instrumentalização de uma instituição bancária e dos seus clientes por atividades de finança ilícita, fraude e corrupção em concreto. Exigindo à criação de valor uma compreensão atualizada dos riscos, e o reforço da capacidade de resposta às prioridades de supervisão definidas pelo Banco de Portugal, entre elas a fraude externa através de canais digitais.
OBJETIVOS
- Enquadrar e identificar as vertentes-chave dos riscos de fraude e de corrupção no sector bancário e das suas conexões e repercussões principiais.
- Analisar tipologias de fraude e de corrupção e a relevância no plano do governo societário, cultura de risco, controlo interno e deveres preventivos.
- Reconhecer o potencial do sector bancário na promoção das prioridades do desenvolvimento sustentável e da criação de valor em contexto de economia reputacional.
DESTINATÁRIOS
Membros do governo societário, controlo interno, colaboradores das áreas de gestão de risco, cumprimento normativo, compliance e auditoria, e profissionais nos domínios do investimento estratégico nos mercados financeiros e da repressão da criminalidade económico-financeira.
PROGRAMA
1. Finança ilícita e os riscos de fraude e de corrupção
2. Ciberespaço, sociedade digital e web 3
3. Moderno ecossistema financeiro
4. DLT, blockchain, criptoativos e tokenização
5. Tipologias de fraude e de corrupção
6. Prioridades da cooperação internacional, europeia e nacional
7. Regulação prudencial, governo societário, controlo interno, deveres preventivos e políticas internas
8. Conexões entre o risco de fraude, o risco do branqueamento de capitais e do financiamento do terrorismo e os centros financeiros internacionais, em especial os ditos “centro offshore”
9. Cultura de risco e o imperativo da gestão sã e prudente
10. Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
11. Economia reputacional: finança ilícita, reputação e a criação de valor
FORMADOR: Nuno Sampayo Ribeiro
Advogado, Especialista em Direito Fiscal, Professor convidado do I.F.B., fundador e Chief Reputational Officer, Greenwealth > Reputação & Sustentabilidade. Desenvolve a sua atividade com eixo na antecipação de situações, na prevenção de eventos de risco, prevenção da finança ilícita em concreto, através de estratégias proativas, e na investigação e gestão dos riscos desencadeados pela tecnologia e pela cooperação multilateral e europeia nos domínios da tributação, transparência, integridade (BC/FT/ADM), estabilidade, segurança nacional, cibersegurança, centros financeiros internacionais, blockchain, dinheiro digital, IA, dados, sustentabilidade, governação societária, controlo interno e finanças verdes.
Publica regularmente em publicações de elevada notabilidade e a sua opinião é regularmente solicitada por clientes e por meios de comunicação social de referência.
DURAÇÃO: 4 horas