
CRIME-AS-A-SERVICE e a PREVENÇÃO DO BC/FT/FPADM EM CONTEXTO DE RESILIÊNCIA OPERACIONAL e RISCO GEOPOLÍTICO – uma visão de conjunto
As ameaças e os riscos cibernéticos colocados aos bancos e aos seus clientes por avanços tecnológicos, inteligência artificial em especial, ampliaram-se.
A gestão da exposição de um banco às ameaças e aos riscos aludidos requer uma visão de conjunto com enfoque na interligação do cumprimento das obrigações sobre a resiliência operacional, a prevenção do BC/FT/FPADM, o (ciber)crime financeiro, além de outras como as relativas às sanções internacionais e à proteção dos dados pessoais.
ENQUADRAMENTO E RAZÃO DE SER
As ameaças e os riscos cibernéticos colocados aos bancos e aos seus clientes por avanços tecnológicos, inteligência artificial em especial, ampliaram-se. Como notou o BCE trata-se de uma “mudança a longo prazo no panorama de ameaças, e não de um fenómeno temporário ou de um risco associado a uma única ferramenta.” A questão sobre ciberataques a infraestruturas críticas já não é “se”, mas sim “como e quando”, alertou o Governador do Banco de Portugal, podendo revestir dimensão sistémica. As tensões geopolíticas agravaram a probabilidade de ocorrência decorrentes das ameaças aludidas, e a difusão do crime-as-a-service permitiu o acesso de agentes maliciosos a técnicas de cibercrime, de BC/FT/FPADM e a outros meios, de que a “epidemia de fraude online” ou a evasão de sanções internacionais são evidências.
A gestão da exposição de um banco às ameaças e aos riscos aludidos requer uma visão de conjunto com enfoque na interligação do cumprimento das obrigações sobre a resiliência operacional, a prevenção do BC/FT/FPADM, do (ciber)crime financeiro além de outras como as relativas às sanções internacionais e à proteção dos dados pessoais. O enfoque nas expectativas de supervisão sobre o risco geopolítico é igualmente prioritário.
A materialização destes riscos pode retirar ao banco a licença social de intermediário de confiança, originar perdas financeiras significativas e consequências legais severas. A cultura organizacional, a capacidade de agir de modo transversal evitando “silos”, de identificar e resolver deficiências e mitigar riscos, dos não-financeiros em concreto, são crescentemente decisivos para a rentabilidade, a sustentabilidade no médio e longo prazo, e os níveis de confiança e reputação nos bancos.
Estes são domínios com elevada novidade e grau de especialização, exigindo a capacitação dos colaboradores, o que requer formação transversal atualizada. Reconhecendo a atualidade e a relevância do tema, o IFB propõe este workshop, pensado e desenvolvido por Nuno Sampayo Ribeiro, com a finalidade de favorecer a proficiência na identificação, avaliação e mitigação das ameaças e riscos em concreto, bem como o cumprimento dos deveres de conduta e legais aplicáveis.
OBJETIVOS
- Identificar ameaças, desafios e riscos.
- Empoderar visão transversal e interligada, contrariar a cultura de “silos”.
- Caracterizar risco geopolítico, resiliência operacional digital, finança ilícita.
- Reforçar a proficiência no reconhecimento da fraude online e do BC/FT/FPADM: métodos principais.
- Analisar as prioridades da regulação em vigor, da supervisão e tendências de evolução.
DESTINATÁRIOS
Membros do governo societário, controlo interno, colaboradores das áreas de gestão de ativos, de risco, de cumprimento normativo, de auditoria, e profissionais nos domínios do investimento nos mercados financeiros e da repressão da criminalidade económico-financeira.
PROGRAMA
1.Contexto, enquadramento, desafios e riscos
2.Banca, risco geopolítico, resiliência operacional digital, finança ilícita, cibercrime, fraude online, burla, evasão de sanções internacionais e BC/FT/FPADM.
3.Crime-as-a-service
4.Fraude online e BC/FT/FPADM: métodos principais
5.Inteligência artificial e o combate ao cibercrime e ao BC/FT/FPADM
6.Prioridades da cooperação internacional e europeia
7.Portugal: prioridades da supervisão, da investigação criminal e fontes de regulação principais
8.Cultura de risco, governo societário e controlo interno
9.Economia reputacional, risco reputacional e consequências legais
10.Perspetivas e tendências de evolução
FORMADOR: Nuno Sampayo Ribeiro
Advogado, Especialista em Direito Fiscal, Professor convidado do IFB, fundador e Chief Reputational Officer, Greenwealth > Reputação & Sustentabilidade. Desenvolve a sua atividade com eixo em risk intelligence, e na prevenção e aconselhamento da gestão legal e reputacional de eventos de risco.
Publica regularmente em publicações de elevada notabilidade e a sua opinião é regularmente solicitada por clientes e meios de comunicação social de referência.
Autor de vários artigos técnico-científicos e de workshops sobre criptoativos, dinheiro digital, novos meios de pagamento, finança ilícita, fraude, cibercrime, governo e controlo interno, centros “offshore”, economia reputacional, integração europeia e fiscalidade internacional.
DURAÇÃO: 3 horas