Reestruturação de Empresas e Créditos – Uma visão integrada - IFB

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Teresa Corales (Presencial)
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Data

26 Nov 2019

Horário

9:00 - 17:00

Metodologias

Presencial

Reestruturação de Empresas e Créditos – Uma visão integrada

Os processos de reestruturação de empresas e créditos têm uma natureza transversal, pela multiplicidade das competências que exigem e pela diversidade dos departamentos envolvidos. São, desde há muitos anos, matérias particularmente críticas da vida dos bancos e dos seus clientes. Todavia, o foco intenso que as autoridades de supervisão vêm atribuindo a este tema e os receios de um eventual abrandamento da atividade económica, vieram reforçar significativamente a sua relevância e a necessidade de adotar e implementar uma perspetiva global e coerente sobre todas as matérias com ele relacionadas.

 

OBJETIVO

Tratar de forma integrada os principais aspetos organizacionais e de supervisão, jurídicos e económico-financeiros, relacionais e negociais dos processos de reestruturação de empresas e créditos.

 

DESTINATÁRIOS

  • Rede de Retalho: Diretores de Área, Gerentes, Subgerentes e Gestores
  • Rede de Empresas: Diretores de Centros de Empresas, Gerentes e Gestores de Conta
  • Direções de Risco/Crédito: Diretores e Gestores/Analistas
  • Direções de Recuperação: Diretores e Gestores/Analistas
  • Direções de Contencioso: Diretores e Técnicos
  • Direções Jurídicas: Diretores e Técnicos
  • Direções de Auditoria: Diretores e Técnicos

 

PROGRAMA

I – TANTAS REESTRUTURAÇÕES – PORQUÊ?

  • Enquadramento Macro (crescimento PIB; investimento; taxas de juro)
  • Estrutura de Capitais Ótima: Teoria e Realidade
  • Especificidade Portuguesa – Uma Questão Económica e Cultural.

II – O “NOVO MUNDO” DA BANCA: PREVER, ATUAR, CONTROLAR

  • Estruturas organizacionais
  • EarlyWarningSystem
  • Créditos Unlikely to Pay
  • Staging e Imparidades
  • GoingConcern/ Gone Concern.

III –   NEGOCIAÇÕES EXTRAJUDICIAIS

  • Sinais de Alerta: Extração, Difusão e Ação
  • O Papel Nuclear da Informação Financeira Atualizada
  • “KnowYourClient” (mas também os seus clientes e fornecedores)
  • Manter o Cliente ou Recuperar o Crédito?
  • “FirstIn, FirstOut” vs. “Reação em Cadeia”
  • “Compressor Temporal”: 30 a 90 dias para Avaliar, Negociar e Implementar
  • Formalização e Validade Jurídica das Garantias
  • Processo Negocial (número de intervenientes; técnicas e abordagens; diversos tipos de “não”: o ”não” orientado, o “não” tardio” e o “não” bluff).

IV – REFORÇO DE GARANTIAS DOS CREDORES

  • Principais Tipologias (aval e fiança; hipoteca; penhor mercantil e penhor financeiro; garantia mútua)
  • O Caso Específico do Leasing Imobiliário e de Equipamento e o “Lease-Back”
  • Avaliações: Principais Métodos
  • Condicionantes do Valor
  • Valor e Preço: Teoria e Realidade
  • Validade Jurídica das Garantias.

V – PER E INSOLVÊNCIA: CONCURSOS DE CREDORES – BREVE ABORDAGEM

  • Intervenientes e Funções (administrador judicial provisório/administrador de insolvência; comissão de credores; assembleia de credores)
  • Efeitos sobre Créditos e Ações Judiciais
  • Planos de Reestruturação: Âmbito e Restrições
  • Tramitação, Prazos e Votação
  • Efeitos sobre Avalistas/Fiadores
  • Tratamento Fiscal
  • PER – Alguns Aspetos Particulares (papel dos credores no requerimento inicial; PER por homologação abinitio; garantias para o New Money)
  • Insolvência – Principais Aspetos (resolução em benefício da massa insolvente; a importância da sentença da graduação de créditos; créditos sobre a insolvente vs. créditos sobre a massa insolvente).

VI – NOVOS INTERVENIENTES

  • Servicers, FamilyOffices, PrivateEquityFirms, Fundos de Investimento
  • Novos Investidores: Financeiros ou Estratégicos? (tempo de entrada nos processos; taxa de rentabilidade vstempo de recuperação; preço de entrada vs preço de saída; new money e valor da empresa; flexibilidade negocial e tipo de supervisão)
  • Estruturas Híbridas de Financiamento
  • Fundos de Recuperação
  • Registo na Central de Responsabilidades de Crédito do Banco de Portugal.

VII – ASPETOS CRÍTICOS E MELHORES PRÁTICAS

  • Porque é que as Reestruturações são, por Regra, Mal Sucedidas?
  • Questões Nucleares (timing; fornecedores e clientes – estratégias de envolvimento; plano de reestruturação; preservação do cash-flow e dos ativos; NPL, períodos de cura, staginge imparidades – valor intrínseco dos créditos; questões  regulatórias e de supervisão).

 

FORMADOR:  João Antas Martins

Mestrado em economia (FEP)  / YMP (INSEAD)
Experiência docente (UCP e outros)
31 anos no sector bancário
16 anos como Diretor Coordenador de Recuperação
Ex-membro da “Task-Force NPL” da APB
Coordenador de respostas a entidades de supervisão (NPL, Staging, Imparidades e Modelos Organizacionais)
Conhecimento e experiência pessoal de vários modelos e estruturas de gestão de NPL e de várias reestruturações empresariais e de créditos

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